13.6.07

Audiências de Ontem: a preguiça da SIC

Com um dia repleto de festa e de eventos especiais na RTP1 (que apostou, e bem, nas festas populares de Lisboa, que concerteza fizeram delirar o publico alvo da RTP...os mais idosos) não se percebe como é que Francisco Penim não fez uma única alteração na grelha da SIC de forma a minimizar os estragos provocados pela festa da estação publica.

A SIC deixou-se estar, impávida e serena...e caiu por aí abaixo até os 23% de share no total diário. Enfim...trabalharam para isso!

Já a TVI, apostou e muito bem, num episódio mais longo de Ilha dos Amores que liderou confortavelmente o horário nobre e que contribuiu para um share diário simpático, de 26,7%.

A emissão das Marchas Populares de Lisboa, apesar de não surgir no top dos cinco mais vistos, contribuiu para o crescimento da RTP, e por isso considero que foi uma excelente aposta de Nuno Santos. E foi, pelo que vi, uma emissão muito bem conseguida.



1 comment:

COISAS BOAS said...

Quando julgava que a RTP não conseguia fazer pior realização televisiva de um espectáculo do que aquela com que, por desleixo ou desrespeito, ou ambos, nos presenteou na última Corrida de Toiros da Casa de Pessoal da RTP, em Elvas, pudemos apreciar no serão de 12 de Junho uma exibição vergonhosa de mediocridade e desnorte a raiar o vídeo-amadorismo.
Os operadores de câmera tropeçavam uns nos outros, completamente perdidos entre cabos, marchantes e balões mas, ainda assim, mais felizes que o colega escalado para a câmera fixa, na bancada, impotente perante a evidência de que as dezenas de pessoas que o rodeavam se mexiam, carregavam crianças, iam fazer chi-chi e voltavam, etc.
Tontos e simpáticos como de costume, o Gordo e a Magra, num palanque povoado por figurantes aos saltinhos com qualquer coisa na mão – bandeiras? – mimetizando o pessoal das nossas alegres juventudes partidárias em altura de campanha eleitoral, entremeavam as previsíveis séries de disparates e vulgaridades com longos períodos de um silêncio revelador do pouco que sabiam acerca do que se passava ou estava para passar na avenida.
O Júlio Isidro, renascido das cinzas de há uns tempos a esta parte e finalmente grizalho, continua sem piada nenhuma, muito menos para tão castiças andanças.
A ideia que o telespectador mais atento retém é a de que reinou o improviso, faltava um bom guião, haveria, porventura, gente a mais a mandar e houve poucos ensaios.
Afortunados os que tiveram a brilhante ideia de desligar o som do televisor e ligar o rádio. Sim, na Antena 1, com o Armando Carvalheda e o Edgar Canelas.